Brinco às bonecas. Bonecas de papel, recorto vestidos e chapéus, sapatos de botão e meias de rede. Brinco às bonecas com moedas de lata e compro doçuras e papel crepe, pinto a cara de aguarelas, pestanas falsas, encaracolo o cabelo no dedo e poso. Poso. Um flash. Dois. Três homens. Tu, ele, os outros.
Pedem-me que chore para a última fotografia e desfaz-se a blusa recortada em cartolina azul, um lago de tinta no meio do lençol.