Arrependo-me
de não ter parado de respirar nesse abraço,
(quieta, tão quieta...)
tanto quanto sei poderá ter sido o último,
os teus ossos magros dentro das minhas mãos, envergonhados de encontrar-se ali, outra vez,
nós os dois tão encolhidos e amachucados, umas roupas molhadas
a fingir sol na janela.
4/14/2019
4/11/2019
Nos intervalos em que não há respostas tuas
imagino
as tuas mãos noutro escuro,
o dela quando chega a casa do trabalho no arrepio das 18 horas,
o teu pensamento no meu quarto redondo, onde deverias fazer comigo o que não ousei fazer contigo,
a tua indiferença, afinal, no que escrevo.
E penso
porque é que o teu gelo sempre acendeu as palavras em mim.
imagino
as tuas mãos noutro escuro,
o dela quando chega a casa do trabalho no arrepio das 18 horas,
o teu pensamento no meu quarto redondo, onde deverias fazer comigo o que não ousei fazer contigo,
a tua indiferença, afinal, no que escrevo.
E penso
porque é que o teu gelo sempre acendeu as palavras em mim.
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