Eu era tão feliz, tão feliz que nem sabia que era feliz, não precisava de saber não precisava de pensar, cabia-me no corpo sem folga ou beliscão.
Os dias agora mordem-me, enchem-me o agasalho de nódoas negras.
Quem inventou que não se pode voltar ao que já acabou? Que depois de hoje vem amanhã e que ontem só existe no pó das fotografias?
Será que todos eles, deitados nas suas camas e no seu respirar ofegante, sentem este miúdo que eu sinto dentro, trancado à força num quarto escuro de castigo sem entender porquê, quem inventou que temos de ser grandes, e quem nos ensinou a caber num corpo tão humilde de coisas magníficas, tão envergonhado de sonhos que nos esmagam quem foi que eu levo comigo de mão dada, tapo-lhe os olhos e tiro-lhe as meias, debaixo dos pés ramos aguçados, folhas que crepitam, um riachinho frio uma joaninha esmagada...
Sentes? Sentes?...
Os dias agora mordem-me, enchem-me o agasalho de nódoas negras.
Quem inventou que não se pode voltar ao que já acabou? Que depois de hoje vem amanhã e que ontem só existe no pó das fotografias?
Será que todos eles, deitados nas suas camas e no seu respirar ofegante, sentem este miúdo que eu sinto dentro, trancado à força num quarto escuro de castigo sem entender porquê, quem inventou que temos de ser grandes, e quem nos ensinou a caber num corpo tão humilde de coisas magníficas, tão envergonhado de sonhos que nos esmagam quem foi que eu levo comigo de mão dada, tapo-lhe os olhos e tiro-lhe as meias, debaixo dos pés ramos aguçados, folhas que crepitam, um riachinho frio uma joaninha esmagada...
Sentes? Sentes?...