Estás tão quieto, aí na mesa entre o que te atarefa, eu olho para ti e levo tempo, demoro-me em ti. Partiremos... Partiremos em breve e esta mesa não será mais a nossa casa, colheres e chávenas de onde se desenha fumo e traços de café até à toalha, partiremos tão já a seguir quem nem terei tempo de olhar para ti e, naquele sorriso que se estica apenas no imaginar do meu rosto, saber que houve instantes em que, distraídos, pensámos as tardes iguais, agarrámos o copo com qualquer coisa mais entre os dedos, tivemos saudades nossas sem sequer saber o que isso é.
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