Neste meu palácio vive o teu cheiro
e um ou outro cabelo perdido no sofá,
na almofada da cama,
um encardido de ires ficando comigo
dia-não
dia-não,
às vezes real e nú a respirar o frio como eu,
outras vezes um bicho maçador que sacudo da minha orelha,
uma cócega imaginária.
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