poema com um só verso gigante
A varanda dá para a beira da estrada. Às vezes sentamos lá uma cadeirinha baixa de madeira e cortamos os nossos cabelos com uma tesoura de papel, voam como pedaços de alcatifa até ao vidro do carro que vai lá em baixo, "que folha estranha de árvore..." deve pensar o homem ao volante, olha para cima e só vê duas flores, uma que cresce em cima de uma cadeira, a outra ergue-se ao lado. As duas de pétalas muito bem aparadas, a reluzir contra a janela...
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