Ponho o chapéu. Um chapéu macio de homem, um chapéu de côco preto, um chapéu descaído sobre o cabelo sujo e fino, tapa-me as sobrancelhas e as pestanas, tapa-me o que vou fazer-te a seguir, não adivinhas... as minhas meias abandonam-me a meio das pernas e a saia está vazia...
Roubo-te o som que fazes quando libertas o perfume dos meus tornozelos, quando descobres o precipício das minhas meias.
Gosto de vestidos que deslizam pelas costas pela cintura pelas mãos, escorregadios, ásperos, pesados, vestidos que caem aos meus pés a correr quando decido sussurrar-te junto ao pescoço o que não adivinhas.
Roubo-te o som que fazes quando libertas o perfume dos meus tornozelos, quando descobres o precipício das minhas meias.
Gosto de vestidos que deslizam pelas costas pela cintura pelas mãos, escorregadios, ásperos, pesados, vestidos que caem aos meus pés a correr quando decido sussurrar-te junto ao pescoço o que não adivinhas.
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