A música tem um arrulhar de bichos em volta de lâmpadas, um copo com uma azeitona a boiar. Mas eu estava muito longe... o meu vestido era um lençol sobre os ombros e a ponta do queixo. Havia duas molduras na parede, vazias, não me decidia quem pôr à cabeceira da cama, alguém que olhe por mim, alguém para eu olhar... Eu imaginava o trote lento do comboio, sozinha tão sozinha uma janela imensa só para mim como um tapete onde afundar-me de cansaço, nomes de cidades em tabuletas pequenos países das maravilhas, a minha cabeça encostada ao vidro a escorregar de sono, desenho um sorriso de outro para mim no molhado da janela.
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