4/15/2010

Mas afinal é a minha casa, a minha casa é um circulo de giz com sapatos e bonecas dentro e tem tantas janelas como se não tivesse paredes, só o céu e a chuva que de repente fez uma cortina de pano grosso em frente à mesa onde me sento. A minha casa tem tantas janelas como se fosse rua e não houvesse janela nenhuma, só o tremer do chão com a passagem de um autocarro, a voz do homem do lixo à meia-noite e um bocadinho mais, a trovoada.
Chove sem frio. Desmoronam-se coisas barulhentas no céu. As cidades fazem silêncio nos dias de trovoada...
Vou sentir falta da minha casa, quando daqui a pouco me for embora.

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