Terra pequena de rendas e barro, mulheres velhas, de cabelos compridos em ninhos cinzentos e de brincos de ouro, onde tento desenterrar os meus vinte e um anos e as minhas pernas capazes de saltar papoilas e pedras e as minhas bochechas capazes de corar de vergonha, casas escuras cheias de pratos com rosas de esmalte e cheiro de guisado e café com leite e de lume antigo, adormeço tranquila ao colo destes lugares que pouco mais durarão, quando todas as mulheres vestidas de preto desaparecerem e levarem com elas as mezinhas, os cochichos espiatórios, as linhas de bordar, as mãos tortas e coxas capazes de acariciar pétalas.
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