6/01/2009

casa

Cada momento é um previlégio. Ser um monstro ou um beijo na cara. Arranhar-vos, envelhecer-vos, desdenhar-vos, vocês apanham do chão cacos das vossas mãos acolhedoras eu atiro-vos pedras e pontilho-vos o vidro dos olhos, nem por um momento duvidam da flor dentro de mim, do balão colorido que vos sopra asas quando me agarram os tornozelos, nem por um momento o prato desapareceu da mesa nem por um momento desejaram a noite mais longa para sonharem outra que não eu. Nem por um momento as minhas pedras foram mais rudes que espuma branca e vocês aplaudiram de pé a minha magia, a minha magia de aconchegar-vos com alfinetes o corpo.

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