E há as listas de compras, os sacos de maçãs, as gavetas, o pão quente, os sapatos novos, o pijama debaixo da almofada, a varanda, os pés frios, as vendedoras de flores, a chuva, os dois bancos do comboio, o cabelo desgrenhado de manhã onde quero que te metas sem pedir permissão.
4/28/2009
E há as listas de compras, os sacos de maçãs, as gavetas, o pão quente, os sapatos novos, o pijama debaixo da almofada, a varanda, os pés frios, as vendedoras de flores, a chuva, os dois bancos do comboio, o cabelo desgrenhado de manhã onde quero que te metas sem pedir permissão.
4/27/2009
O amor, pela Rita
"Olhava para as paredes sujas do pátio e não sabia se aquilo era histeria ou amor."
"Your skin is something that i'd stir into my tea"
4/25/2009
4/19/2009
4/16/2009
Suburbia Playtime, Maio 2005
4/13/2009
valsa de monstros
4/12/2009
páscoa
4/06/2009
Quando me deito já todos dormem às escuras.
A minha cama é pequena e durmo nela sozinha. Tenho bonecas e almofadas brancas que espiaram muita gente antes de mim, fitas de seda que se desfazem nos arranhões do tempo. Almofadas de muitos mortos, guardo-as comigo agora como um colecionador insaciável, respiro as estórias que escondem e adormeço nelas.
Esta não é a minha casa. A minha casa foram muitos quartos de cores diferentes, laranja, branco, rosas de pano e paus de chuva… Mas não te digo.
Digo-te que hei-de torturar-te mas sabes que não, não sabes? Sabes que estarei lá para apertar as tuas mãos e apertar-te o cabelo num laço e humedecer-te a boca e dormir aos pés da tua cama até respirares tranquila…
Foi o que escolhi. Ser mãos que adormecem.
3/31/2009
3/30/2009
rituais
Ela cheira a perfume de um homem.
Ela é um palhaço.
3/27/2009
escrevo-te a ti
pensatempos
O velho do violino desapareceu. E eu sempre com vergonha de lhe dizer que nunca me vou esquecer da cara dele. Lisboa morreu um bocadinho.
3/17/2009
Aceito o desafio: o que me faz feliz
O sol no inverno, os primeiros dias de sol. Sento-me na beira da estrada do hospital antes de entrar para a aula e deixo o sol amolecer-me a agilidade. Enterro a cabeça nos joelhos e deixo queimar as costas por baixo da roupa de lã, e adormeço numa terça-feira, feira da ladra, qualquer.
Ir ao supermercado, fim de tarde, escolher com minúcia tudo o que gosto: Iogurte natural, bolachas de canela, broa de milho, amêndoas com casca, pimento vermelho, chocolates Regina.
Vestir a roupa de trabalho.
Sentir o cabelo crescer até um dia a franja não precisar mais de gancho.
Deixar a bicicleta descer a estrada sem pedalar, fazer curvas, com medo, deixar a neve cair na língua, chegar a casa com a boina cheiinha de branco. Ou abraçar-te as costas enquanto nos pedalas, aos dois, numa bicicleta só.
Camisas de linho bordadas. Saias que rodam quando danço. Sapatos que deixam sentir o chão.
Um quadradinho de chocolate que não devia comer.
Lembrar-me. Voltar.
O meu jardim e as minhas socas vermelhas. Lavar as flores, aparar-lhes o cabelo...
Quando o meu corpo cabe sem defeito no corpo de alguém.
Dançar. Ou imaginar que danço, quando ouço músicas velhas...
Chegar a uma cidade que nunca vi e imaginar-lhe varandas, azulejos, pedintes, livrarias a cheirar a pó, montras cheias de chapéus.
3/16/2009
3/10/2009
O velho
A 10 de Março de 2009
Folha branca. 1 hora.Bata branca. Bata branca. Bata branca. 3 horas.
Folha branca sobre mesmo assunto que a bata branca. 1 hora.
Empadão de atum. 20 minutos.
Bata branca e homem enfezado. 30 minutos.
Bata branca e mulher com um furo. 1 hora.
Bata branca e sorrisinhos para o professor, tentativa de suturar uma esponja. 30 minutos.
Filme. 2 horas. Ahhhhhhhhhhhhhh...
Tomates cherry com parmesão. 5 minutinhos.
Sopa da mãe. O tempo que demorou a soprar a fervura de cada colher.
E o sol lá fora!...
