Escrevi um abraço apertado a todos os que um dia me ensinaram na escola, bichos letras números, e devagarinho chegam-me as respostas, abraços apertados saídos de um tempo há muito tempo a lembrarem-me coisas que não esqueço. Era uma vez professores que sabiam o nosso nome, o som dos nossos sapatos a nossa letra num monte de folhas. E lá se pendura no meu olho a lágrima fácil...
5/24/2009
professores
Escrevi um abraço apertado a todos os que um dia me ensinaram na escola, bichos letras números, e devagarinho chegam-me as respostas, abraços apertados saídos de um tempo há muito tempo a lembrarem-me coisas que não esqueço. Era uma vez professores que sabiam o nosso nome, o som dos nossos sapatos a nossa letra num monte de folhas. E lá se pendura no meu olho a lágrima fácil...
Os pássaros cantam. O céu ainda escuro mas eles sabem, eles sabem, em breve será manhã. Os pássaros cantam-me boa noite, boa noite...
5/23/2009
abat-jour
Roubo-te o som que fazes quando libertas o perfume dos meus tornozelos, quando descobres o precipício das minhas meias.
Gosto de vestidos que deslizam pelas costas pela cintura pelas mãos, escorregadios, ásperos, pesados, vestidos que caem aos meus pés a correr quando decido sussurrar-te junto ao pescoço o que não adivinhas.
5/09/2009
pirilampos
Serão os meus pirilampos.
5/06/2009
Pedalo mais rápido e o vento passa-me as mãos debaixo do vestido. Poeticamente, digo-o.
Era um barzinho de embriaguez, casa de banho ao xadrez. Chamavam-lhe amor.
A mulher da praça tinha os olhos cor de folhas verdes vistas dentro de lentes de ambar e poucas palavras a rir, como as crianças em frente a adultos de salto alto curvados sobre as suas cabecinhas entrançadas.
Quando a menina corre o vestido fica para trás, pendurado no ar.
Dormir custa como um calo. Amanhã, amanhã, amanhã, aperta, aperta...
5/03/2009
Coimbra, queima das fitas 2009
4/28/2009
E há as listas de compras, os sacos de maçãs, as gavetas, o pão quente, os sapatos novos, o pijama debaixo da almofada, a varanda, os pés frios, as vendedoras de flores, a chuva, os dois bancos do comboio, o cabelo desgrenhado de manhã onde quero que te metas sem pedir permissão.
4/27/2009
O amor, pela Rita
"Olhava para as paredes sujas do pátio e não sabia se aquilo era histeria ou amor."
"Your skin is something that i'd stir into my tea"
4/25/2009
4/19/2009
4/16/2009
Suburbia Playtime, Maio 2005
4/13/2009
valsa de monstros
4/12/2009
páscoa
4/06/2009
Quando me deito já todos dormem às escuras.
A minha cama é pequena e durmo nela sozinha. Tenho bonecas e almofadas brancas que espiaram muita gente antes de mim, fitas de seda que se desfazem nos arranhões do tempo. Almofadas de muitos mortos, guardo-as comigo agora como um colecionador insaciável, respiro as estórias que escondem e adormeço nelas.
Esta não é a minha casa. A minha casa foram muitos quartos de cores diferentes, laranja, branco, rosas de pano e paus de chuva… Mas não te digo.
Digo-te que hei-de torturar-te mas sabes que não, não sabes? Sabes que estarei lá para apertar as tuas mãos e apertar-te o cabelo num laço e humedecer-te a boca e dormir aos pés da tua cama até respirares tranquila…
Foi o que escolhi. Ser mãos que adormecem.
3/31/2009
3/30/2009
rituais
Ela cheira a perfume de um homem.
Ela é um palhaço.
3/27/2009
escrevo-te a ti
pensatempos
O velho do violino desapareceu. E eu sempre com vergonha de lhe dizer que nunca me vou esquecer da cara dele. Lisboa morreu um bocadinho.